Pranchas ajudam na comunicação de quem está na UTI


15 Abril 2020

Os ventiladores mecânicos, que ajudam pessoas a respirarem, estão muito comentados nas mídias por conta da sua utilização nos pacientes com a Covid-19. Entretanto, é pouco divulgada a necessidade desses pacientes de se comunicarem enquanto fazem uso do aparelho. Pensando nesse grupo de pessoas, e em outros que passam por situação semelhante, uma equipe multidisciplinar da UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul - desenvolveu pranchas de comunicação alternativa com o objetivo de auxiliar esses pacientes a se expressarem.

Em Campo Grande, o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (HUMAP/Ebserh), que já faz uso de sistemas de comunicação alternativa semelhante, adotará as pranchas elaboradas especificamente para pacientes hospitalizados com o objetivo de viabilizar e otimizar a comunicação. A Gráfica Pex imprimiu, por solicitação da fonoaudióloga Vanessa Ponsano Giglio, cinco pranchas de comunicação alternativa para os pacientes internados nas UTI´s e Unidade de AVC. 

Segundo a fonoaudióloga, o respirador e/ou outros procedimentos limitam ou impedem a  comunicação oral, sendo que o uso das pranchas representam um recurso de baixo custo, proporcionando ao paciente a possibilidade de expressar o que sente e suas necessidades,  além de facilitar o processo de interação com a equipe de saúde que o assiste naquele momento.
 
Para a Pex, apoiar este projeto é de suma importância. “Sabemos que pode ter uma utilização maior neste momento por causa da pandemia, porém é um recurso que vai perdurar pela sua utilidade em variados casos, além de ser algo que pode se estendermesmo para pacientes em domicílio com dificuldades de comunicação”, avalia Glaucia Guerra da Pex. 
 
As pranchas são impressas frente e verso, sendo um dos lados com figuras e, do outro, com letras e números. Depois são plastificadas para facilitar a higienização. As pranchas utilizam símbolos pictográficos para permitir que o paciente comunique sentimentos, elabore perguntas simples, responda questionamentos feitos por familiares ou pela equipe de saúde e faça solicitações – de água ou um cobertor, por exemplo.
 
 
O projeto foi desenvolvido por uma equipe multidisciplinar da UFRS composta pelos coordenadores da iniciativa Eduardo Cardoso e a aluna do Programa de Pós-Graduação em Design e terapeuta ocupacional Daianne Serafim Martins, além da fisioterapeuta Rita Bersch, da fonoaudióloga Michelle Borges e da enfermeira Ana Beust da Silva.
 
 

(Registro: entrega dos materiais aqui na Gráfica Pex)





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